Notícia: O “milagre” da tecnologia é capaz de ressuscitar mortos

     Estava navegando na internet e deparei-me com um artigo cujo título chamou-me a atenção. O título dizia: “Ciência comprova: Milagres existem”. Após ler todo o artigo e ver o tipo do site, pude constatar que tratava-se de um site voltado às notícias relacionadas aos avanços tecnológicos, cujo artigo apresentava sinais de ter sido escrito por uma pessoa no mínimo materialista.

     No entanto ainda assim decidi publicar partes desse artigo devido sua importância a nível de notícia. Lamentamos apenas que o referido artigo original tenha sido redigido de maneira a não reconhecer que ainda hoje os milagres podem acontecer como uma intervenção divina.

     O referido “milagre” exaltado pelo autor do post nada mais é do que a tecnologia que salvou a vida de um jogador de futebol que tinha problemas de coração. Ele caiu no meio do jogo, após alguns segundos o aparelho entra em ação dando um choque e ele “volta a vida”.

     Segue o texto abaixo (com algumas adaptações) e o vídeo mostrando o ocorrido:

     (…Esta anormalidade) não depende de condição física. Você pode ser sedentário ou um atleta, se sofrer de uma condição genética poderá morrer de uma hora para outra, sem aviso. Em qualquer idade. A morte súbita cardíaca é a principal causa de óbito entre atletas jovens.

      As origens genéticas são muitas, assim como os tratamentos para controlar a condição, mas na hora que o bicho pega, só quem te salvará será uma força superior. Na verdade uma das Forças Fundamentais do Universo: Eletricidade.

     Quando de uma arritmia extrema seu coração pára de bater. Não fica quieto, mas os sinais elétricos saem de ritmo, são emitidos aleatoriamente por todo o músculo cardíaco, cessando o bombeamento de sangue. Isso é péssimo, todo homem sabe que o cérebro, nosso segundo órgão mais importante depende de sangue para exercer sua função. Aliás, o primeiro também.

     Quando a pessoa entra em taquicardia ventricular, parte do coração pulsa com ritmo próprio. Um choque elétrico sincronizado com o ritmo cardíaco principal, em um processo chamado cardioversão costuma resolver.

    Já na fibrilação ventricular, fica mais difícil. Os ventrículos se contraem sem ritmo nenhum, aleatoriamente. O paciente fica sem pulso detectável, um dos cinco médicos que sempre estão no quarto grita “code blue” e em 5 segundos uma enfermeira chega empurrando um carrinho com equipamentos de ressurreição, que aplicam choques no paciente, mas o choque é aplicado não para reiniciar o coração, e sim para pará-lo.

     Exato. O desfibrilador é um reset. Faz com que o coração receba uma carga muito maior do que a que está sendo repassada pelo tecido fora de sincronismo. As células musculares entendem como um “TODO MUNDO QUIETO! VAMOS ORGANIZAR TUDO AQUI! TODO MUNDO EM ORDEM!!!” faz-se o silêncio e com sorte o ritmo natural é restaurado.

     Problema é que não dá para levar na rua um carrinho com um desfibrilador, não em todo lugar. Como fazer se sua condição genética te torna propício a uma morte súbita? Ore, meu filho, e sua resposta virá do “Sinai”.

     Mais precisamente do Hospital Sinai, em Baltimore, onde em 1969 um grupo de pesquisadores, Michel Mirowski, Morton Mower, e William Staewen tiveram a ideia de um dispositivo implantável que detectaria arritmias graves e as trataria, com choques elétricos.

      A ideia foi tão ousada que foi descartada inclusive pelo criador do desfibrilador manual.

     A ideia foi tão ousada que Arthur Clarke só inventaria o ACOR – Alarme Coronariano como parte de seu excelente romance de ficção científica. As Fontes do Paraíso em 1979, e mesmo assim Clarke não pensou no ACOR como um agente ativo, apenas um sistema de alerta ao paciente.

     A ideia foi tão ousada que o primeiro aparelho só foi implantado em um paciente em 1980.

     Hoje empresas como a Medtronic fabricam cárdioversores-desfibriladores implantáveis dos mais variados modelos. Os mais modernos reconhecem alterações normais de ritmo devido a atividade física (provavelmente usando dicas como temperatura e acelerômetros) e dispõe de vários programas para situações específicas, também deduzidas através de sensores. Assim existe menos chance de um esforço físico genuíno resultar em uma descarga elétrica indesejada, o que diminui a vida da bateria, que é de alguns anos, e, convenhamos incomoda.

     Esses aparelhos mudaram a vida de muita gente, inclusive de um atleta de 20 anos chamado Anthony Van Loo, que joga pelo Roeselare, da Bélgica. Portador de uma condição arrítmica dessas, foi equipado com um cárdioversor-desfibrilador implantável, e recebeu OK para continuar com atividades físicas. Em uma partida contra o Antwerp o pior –mas esperado- aconteceu. Ele entrou em arritmia aguda, em estado de Morte Súbita Cardíaca. Sua única chance seria uma equipe de emergência bem equipada e treinada, do contrário da morte ninguém volta.

      Conforme programado o ICD (sigla em inglês do negócio) detectou o estado arritmico, percebeu a atividade física, considerou isso como um fator mas manteve a contagem. Quando depois de 30 segundos o ritmo não se estabilizou, começou  a carregar os capacitores. Identificada como uma arritmia ventricular, era  caso de carga máxima.

      Aqui, e somente aqui Anthony percebeu que havia algo errado. Foi quando ele foi ao chão. Depois de oito segundos o ICD emitiu sua descarga elétrica, reiniciando o coração condenado do igualmente quase morto jogador. Ritmo cardíaco restaurado, ele se senta e pede pra voltar pro jogo, pedido que compreensivelmente é negado pelo técnico.

     A diferença desses milagres da tecnologia dos milagres dos velhos livros de história é que não é preciso sequer acreditar para saber que os modernos acontecem. Bastar ter olhos para ver. Sim, a sutil mas vital ação do ICD foi registrada em vídeo.

Fonte: Meio Bit

NOSSA OPINIÃO

     É uma pena vermos que o escritor desse artigo que acabamos de citar acha mais vantajoso confiar na tecnologia do que em Deus. Deveria ele lembrar que existem coisas que nenhuma tecnologia consegue realizar.

     Segundo ele, a diferença entre esses milagres da tecnologia com os milagres dos “velhos livros de história” (quis ele referir-se à Bíblia?) é que não é preciso ter fé para vê-los realizarem-se.

     Para ele, o que há de mal na fé? Será que é porque a fé requer também obediência a Deus e um padrão moral superior?

     Não é necessário a ciência confirmar que os milagres existam para nós crermos, no entanto muitos dos milagres são atestados pela biologia, arqueologia, astronomia, paleontologia e história, entre outras.

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