Visão Bíblica Blog Especial: Deus é o culpado pelos desastres e mortes na região serrana do Rio de Janeiro e pelo Tsunami no Japão? (Atualizado 17/03/2011)

     
     Os desastres naturais preocupam a todos. Segundo a ONU, os deslizamentos de terra que ocorreram na região serrana do Rio de Janeiro é um dos dez maiores do mundo.

     Neste artigo iremos mostrar um resumo das informações sobre os desastres, mostrar a acusação de um ateu, afirmando que isso é culpa de Deus e então daremos a resposta bíblica.

     Estes últimos meses foram noticiados as mortes e outras tragédias resultantes das chuvas na região sudeste do Brasil, que envolve os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

     A área mais atingida, a região serrana do Rio de Janeiro, têm registrado o maior número de mortes e de desabrigados, além de outros prejuízos trazidos pelas enchentes. Segundo informações que apuramos, as quais foram tiradas do site metodistavilaisabel o estrago teve grandes proporções:

     O drama que assola a região serrana do Rio já está entre os dez piores deslizamentos do mundo nos últimos 111 anos. O número de vítimas do desastre ultrapassou o de uma tragédia na China que até então ocupava a décima posição no ranking da ONU - ainda não atualizado. Além disso, o deslizamento desta semana já é o segundo maior do mundo no último ano e o terceiro maior da década.
 
     Os dados fazem parte do banco de estatísticas do Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres. A entidade com sede na Bélgica fornece os números oficiais da ONU para avaliar respostas a desastres naturais pelo mundo. A organização coleta dados desde 1900. Para especialistas, problemas semelhantes ao do Rio já vêm sendo registrado no Brasil há anos e as explicações estão na falta de vontade política e de investimentos. 

     Até ontem (confira a data da publicação deste post), o ranking dos dez piores deslizamentos no mundo tinha como nono e décimo lugares, respectivamente, desastres no Peru (600 mortos) e China (500). Até o fechamento desta edição, às 23h45, 510 pessoas haviam morrido no Rio.
 
     
     O maior desastre relacionado a um deslizamento de terra, porém, aconteceu em 1949, na União Soviética, com 12 mil mortos. O segundo maior foi no Peru, em dezembro de 1941, e deixou 5 mil vítimas.

     Apesar da grande quantidade de água que desceu morro abaixo, especialistas brasileiros e a própria ONU classificam o fenômeno natural como deslizamento, e não enchente - que tecnicamente ocorre quando o nível de água de um rio sobe além do normal e destrói casas construídas nas margens. Isso também ocorreu, mas grande parte da destruição e das mortes foi causada pelos deslizamentos.
     O evento também é o pior deslizamento de toda a história do Brasil. Ele superou em número de vítimas o registrado em 1967, em Caraguatatuba, quando 436 pessoas morreram. A tragédia desta semana é a segunda pior catástrofe climática do País - também em 1967, uma enchente no Rio matou 785 pessoas. No topo da lista está uma epidemia de meningite de 1974 em São Paulo, ainda contabilizada pela ONU como o maior desastre natural do País.
 
     Últimos 12 meses. Em um ano, o desastre fluminense também já entra para os registros da ONU, superado apenas por um incidente em agosto de 2010 na China, com 1,7 mil mortos. Na década, apenas dois deslizamentos de terra foram mais mortais que o do Estado do Rio desta semana. Além do que ocorreu no ano passado na China, as Filipinas registraram um desastre desse tipo em 2006, que deixou 1.126 mortos.
 
     Não é a primeira vez que o País aparece com destaque na lista de desastres naturais. Em 2008, o Brasil foi o 13.º país mais afetado por desastres naturais. Pelo menos 2 milhões de pessoas foram atingidas, principalmente por chuvas. Só as de Santa Catarina, em novembro daquele ano, atingiram 1,5 milhão de pessoas.
 
     Segundo especialistas, as vítimas poderiam ter sido poupadas. Em 2009, o Brasil subiu na escala e foi o 6.º país no mundo a enfrentar o maior número de desastres naturais. O alerta na época havia sido do Departamento para a Redução de Desastres da ONU.

     
      Segundo a estimativa, dez desastres naturais atingiram o Brasil entre janeiro e dezembro de 2009. Grande parte relacionada a chuvas torrenciais, deslizamento de terra e enchentes. 
 
     Desastres. Na década, o Brasil sofreu mais fenômenos devastadores que países tradicionalmente afetados por problemas naturais, como México e Bangladesh. A liderança é das Filipinas, com 26 casos em 2009. A China vinha em segundo, com 23, seguida pelos Estados Unidos, com 16 desastres naturais em 2009.
 
     No total, 181 pessoas morreram no Brasil em 2009 por causa de chuvas, deslizamentos e enchentes. Em abril, 56 pessoas morreram com alagamentos e deslizamentos no Nordeste. Em dezembro, São Paulo teve 23 mortes e prejuízo de US$ 8,4 milhões. No mesmo mês, houve ainda mais 72 mortes por deslizamentos no Rio. 
 
     No mundo, os desastres naturais mataram 10,4 mil pessoas em 2009. Foram, no total, 327 incidentes, com prejuízos de US$ 34,9 bilhões.  

 

O Tsunami no Japão: O pior terremoto da história (Atualizado 11 de abril de 2011)


     Um dia após o terremoto seguido de tsunami que devastou a costa leste do Japão, o governo lançou uma grande operação de resgate e ajuda humanitária nas áreas mais afetadas. O último balanço oficial divulgado pelo governo informou que a tragédia deixou pelo menos 686 mortos (estimativa feita no dia seguinte ao tsunami), mas o porta-voz do governo afirma que o número de vítimas fatais pode passar de mil (afirmação feita um dia após o terremoto).

     "Baseado nos casos reportados (e não confirmados) até agora, estimamos que mais de mil pessoas tenham perdido suas vidas", afirmou o porta-voz Yukio Edano. "Infelizmente, o número pode aumentar ainda mais, considerando a dificuldade de avaliar a extensão total dos danos." (Hoje, dia 17 de março, o numero de mortos já chega a 5.700).

     Não há um número oficial de desaparecidos, mas a TV japonesa afirmou que 10 mil pessoas estão desaparecidas apenas na cidade portuária de Minamisanriku. O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, disse que cerca de três mil foram resgatados com vida.
     
      Segundo o governo japonês, milhares de militares foram mobilizados para participar das operações, além de 300 aviões e 40 navios.

     O premiê participou de reuniões de emergência na manhã deste sábado (horário local) e deve seguir para as áreas do desastre, inclusive para as usinas nucleares em estado de alerta. "Nosso governo fará todos os esforços possíveis para assegurar a integridade e segurança das pessoas e também minimizar os estragos causados pelo terremoto", disse o premiê.

     O sábado ainda deve revelar toda a extensão dos danos causados pelo tremor seguido de tsunami de ao menos sete metros de altura que varreu vilarejos e cidades.

     A imprensa japonesa teme um grande número de mortos na ilha de Honshu, na costa nordeste do país, onde ondas gigantescas destruíram mais de 3.000 casas. Segundo autoridades, cerca de 1.800 casas foram destruídas em Minamisoma, e 1.200 na cidade de Sendai, a mais próxima do epicentro do terremoto.

     Na pequena cidade de Ofunato, mais ao norte, 300 casas foram destruídas ou arrastadas. Mais de 80 incêndios atingiam os arredores de Tóquio e as prefeituras de Iwate, Miyagi, Akita e Fukushima, informou a Kyodo, com base em informações do Departamento de Bombeiros.

Maior terremoto do Japão

     De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), o terremoto que atingiu o Japão na sexta-feira foi o maior já registrado no país e o sétimo maior da história.

     Além de a costa nordeste ter sofrido vários abalos secundários após o tremor, um forte terremoto aconteceu no centro do país neste sábado (na tarde de sexta-feira em Brasília).

     O tsunami causado pelo tremor de 8,9 correu através do Oceano Pacífico a uma velocidade de 800 km/h - tão rápido quanto um jato -, antes de chegar ao Filipinas, Indonésia e Havaí e à Costa Oeste dos EUA, sem registro de grandes danos.

     Até agora, o mais forte terremoto do Japão tinha acontecido em 1933. Com 8,1 graus de magnitude, o tremor atingiu a região metropolitana de Tóquio e matou mais de 3 mil pessoas.

     Os tremores de terra são comuns no Japão, um dos países com mais atividades sísmicas do mundo, já que está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico. O país é atingido por cerca de 20% de todos os terremotos de magnitude superior a 6 que acontecem em todo o planeta.

Fonte: Ultimo Segundo

Número de mortos após um mês da catástrofe é de 13. 116 (Atualizado 11 de abril de 2011)

    O número de mortos por causa do terremoto e do tsunami ocorrido há um mês no nordeste do Japão aumentou para 13.116 enquanto outras 14.377 cointinuam desaparecidas, segundo a última apuração da polícia japonesa.

    Além disso, em 2.350 refúgios 147 mil pessoas continuam evacuadas, provenientes em sua maioria das províncias de Miyagi, Iwate e Fukushima, as mais afetadas pelo desastre do dia 11 de março.

     Nas zonas litorâneas destas províncias soldados das Forças japonesas de Autodefesa e militares dos Estados Unidos realizaram neste domingo uma nova busca intensiva e recuperaram 99 corpos, enquanto a Guarda Litorânea achou outros quatro, informou a agência local Kyodo.

    Os trabalhos de busca de vítimas se estenderam na quinta-feira passada à zona de exclusão de 20 quilômetros ao redor da usina nuclear de Fukushima, evacuada a pedido do governo pouco depois da catástrofe perante o aumento do nível de radiação.

    O porta-voz do governo, Yukio Edano, assegurou que o risco de acontecer grandes vazamentos de radioatividade na usina é "consideravelmente menor", após um mês de trabalhos para tentar esfriar os quatro reatores que apresentam problemas.

(com Agência EFE)

Fonte: Veja

De quem é a culpa? Escritor ateu afirma que a culpa é de Deus

     O escritor Rubem Alves (foto), 78, está indignado com Deus, em quem, aliás, não acredita. Em recente entrevista ao jornal Valor, disse: “Se Deus amasse realmente o mundo, Ele tomaria uma providência [contra as catástrofes naturais]. Em primeiro lugar, mataria as pessoas certas. Ele está com a pontaria péssima. Se fosse meu empregado, já estaria demitido há muito tempo por incompetência administrativa.”

     Há quem, depois de ter superado grave doença, torna-se mais religioso, passa a acreditar em milagres, adquire fé. O caso de Alves, um mestre em teologia, foi diferente.

     Em 2010, ele teve de extrair o estômago por causa de um câncer, trocou uma válvula coração e a coluna lhe deu sofrimento. E agora Alves parece estar mais convicto do ateísmo, com um discurso mais veemente, conforme verificaram os leitores de seu artigo mais recente na Folha de S. Paulo.

     Sobre as mortes por causa de deslizamento de encostas na serra fluminense, escreveu: “Se é onipotente, onisciente e onipresente, por que Deus nada fez? Estava dormindo?”

     Ao jornal Valor, disse: “Fé para curar o câncer eu não tenho. Sabe o que é fé? É estar no avião com um paraquedas nas costas e de repente dar um salto no abismo, acreditando que o paraquedas vai abrir.”

     Criticar Deus tem sido, nestes dias, a forma que Alves tem usado para criticar uma sociedade excessivamente impregnada pelo cristianismo. Observa, nesse sentido, que muitos cristãos, por exemplo, renegam o erotismo do tato, do olfato e da contemplação estética.

    “Os cristãos têm um problema com o prazer. Você não vê ninguém fazendo uma promessa dizendo assim: ‘Oh, Deus, se tu me deres esta bênção, prometo tocar toda manhã um CD de Bach, ou tomar toda noite uma taça de bom vinho’”, disse ele à jornalista Marília de Camargo César.

    “As pessoas oferecem a Deus cascas de ferida porque elas acham que Deus fica feliz quando a gente está sofrendo. Elas têm uma ideia sádica de Deus.”



Colocando os pingos nos “Ís”: Quem é o real culpado?

     Deus não controla tudo? Deus não sabe de tudo o que vai acontecer antes que ocorra? Será que Ele não tem o poder suficiente para impedir as catástrofes que Ele mesmo sabe antecipadamente que ocorrerão? Se Deus sabe do que vai acontecer, por que Ele não usa o seu poder para evitar? Talvez você, leitor deva ter feito essas perguntas a si mesmo. Esse tipo de pergunta numa situação de desastre pode causar males à fé de qualquer pessoa, no entanto não devemos fazer como o escritor Rubem Alves, que devido a uma fase ruim na vida, passou a descrer em Deus.

     As pessoas mortas nas enchentes em São Paulo e no Rio de Janeiro não eram mais pecadoras que o restante do mundo, bem como as pessoas que ficaram desabrigadas ou as que perderam seus parentes e as pessoas que sofreram direta ou indiretamente nesse período de inundações. Seria injusto culpá-las pelo seu próprio sofrimento. Isso é uma coisa que só Deus pode dizer. Só Ele é justo para julgar este assunto.

     No que compete a nós, cabe-nos apenas esclarecer que não se deve entender essas catástrofes como sendo algo que aconteceu por culpa de Deus. Não queremos que muitos percam a fé como o escritor Rubem Alves.

     Os moradores dessas regiões sabiam que moravam em locais de risco, porém não podiam sair de lá, pois isso já era responsabilidade dos representantes políticos daquela região.

     Se além dos avisos da defesa civil para os moradores das áreas de risco se retirarem, eles tivessem para onde ir, um lugar providenciado pelos políticos antes do desastre, cremos que com certeza muitas mortes teriam sido evitadas.

     Desastres da natureza, doenças, guerra, enfim, morte e tudo de ruim tem uma origem comum e essa origem não está diretamente relacionada à Deus.

     O Criador deu vida e existência ao Universo sem defeitos e mazelas. Diz a Bíblia que Deus criou tudo perfeito, porque “… viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” (Gn 1. 31).

     Dizer que tudo o que Deus criou era bom, equivale dizer que a criação era plenamente funcional, perfeita e plena, sem erros ou desequilíbrio. Tudo o que existe foi feito por Deus plenamente apto para desempenhar sua função.

     Ao criar o homem, Deus o dotou de livre arbítrio. A partir daí, o mal tornou-se um evento com possibilidades de acontecer, caso o homem saísse do seu propósito pelo qual foi criado, e desobedecesse a Deus. Deus mostrou ao homem seu propósito maior: Obedecê-lo. E para isso, Deus alertou a Adão, o primeiro homem, o pai da humanidade, sobre as consequência do mal uso do seu livre arbítrio (Gn 2. 16, 17).

     Até o homem foi criado perfeito, mas ele, ao usar mal o seu livre arbítrio,  trouxe para si mesmo os males consequentes da sua desobediência (Ec 7. 29). E nisso, toda a criação foi afetada pela maldição do pecado (Gn 3. 9-19). Esses males foram imputados para todos os descendentes de Adão, ou seja todos os seres humanos (Rm 8. 12). Toda a humanidade e a criação ficou afetada pelo mal do pecado de Adão (Rm 8. 19-23). Somente em Cristo o ser humano pode se livrar da maldição do pecado e viver numa nova criação (Rm 5. 14-19; 2Pe 3. 13).

     A Bíblia mostra que as mazelas que acontecem vêm de duas fontes: externa e interna. A fonte interna dos problemas pode ser aquela causada por nossos instintos pecaminosos, falta de moralidade, desonestidade, problemas psicológicos e vícios. Alguns desses problemas podem atingir as pessoas direta (voluntária), como os vícios, preguiça e a desonestidade, (2Ts 3. 11; 1Pe 2. 20), ou indiretamente (involuntariamente), como certas doenças e enfermidades congênitas e hereditárias (Jo 9. 1-3).

     Os problemas de origem externa podem ser causados por pessoas que desejam o nosso mal, que nos invejam, caluniam ou perseguem, pelas tentações, por satanás, e é nessa categoria que também entram os desastres da natureza. Nessa categoria existe os problemas que nós podemos evitar (como cair nas tentações, por exemplo) e aqueles que não podemos evitar (como os desastres da natureza).

     Resumindo: Existem problemas que causamos e que poderíamos evitar (1Pe 4. 15) e problemas que não causamos e não podemos evitar, mas podemos enfrentá-los sabendo que Deus nos ajuda (1Pe 4. 16, 19).

     Deus não fez nada para impedir as enchentes, Ele apenas permitiu que a natureza seguisse livremente o seu curso. É o que Ele tem feito desde que o pecado entrou no mundo.

     Mas todos nós sabemos que é a ação do homem com suas toneladas de lixo que entopem os córregos e causam as inundações, a poluição que causa o efeito estufa, o aquecimento global e os tsunamis. 

     Da mesma forma, os problemas enfrentados pelos moradores da região serrana do Rio de Janeiro poderiam ser evitados se a desocupação promovida pelas autoridades não esperasse a catástrofe acontecer para então só depois entrar em ação, prestando assistência às famílias atingidas. Todos sabiam que estavam morando em uma zona de risco sabiam que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde. As autoridades sabiam também, só que escolheram agir no momento errado.

     Deus não fez nada no momento destas catástrofes no Rio? Pergunte para as pessoas que foram resgatadas. Pergunte para os sobreviventes e eles dirão que agradeceram a Deus por terem sido resgatados.

     Deus tem o poder de fazer qualquer pessoa superar as dificuldades. Mas quem morreu nestas enchentes e foi salvo da morte eterna, está muito mais feliz do que aqueles que ficaram vivos. Se as autoridades agirem com consciência, as famílias desabrigadas serão ajudadas a terem um lugar mais seguro para morar e nunca mais passarão por esta experiência nefasta.

     O maior problema é como vemos os problemas, como reagimos a eles (Lc 13. 1-5). Uns escolhem deixar de crer em Deus, outros se apegam mais a Ele e têm esperança e mais força para vencer os problemas (Rm 8.18). Deus não é o culpado pelas enchentes, mas quem se afastar dele será eternamente culpado.

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