terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

EBD: Lição 6 – A Importância da Disciplina na Igreja (06 de Janeiro de 2011)

TEXTO ÁUREO: Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hb 12. 11).


VERDADE PRÁTICA: A essência da disciplina é o ensino e o seu objetivo é levar-nos a andar de acordo com a vontade de Deus.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Atos 5. 1-11.

     Somente sabe a dor da disciplina quem já passou por ela. Da mesma forma só entende o amor do pai que disciplinou, quem foi disciplinado e depois de passar por ela, recebeu o abraço da reconciliação (Jó 5. 17, 18; Sl 141. 5; Pv 27. 6).

     Este processo de ensino/disciplina promove o amadurecimento.

    Sim, muitos crentes são como crianças mimadas que por seus atos desobedientes requerem uma medida mais drástica dos pais para sua educação. Muitos pais sabem do que estou falando. E a Bíblia permite e até incentiva, conquanto que essa disciplina obedeça a certos limites (Pv 19. 18; Veja Pv 13. 24; 22. 15; 23. 13).

I. A DISCIPLINA E SUA NECESSIDADE

     A igreja é uma instituição que possui regras e normas que devem ser obedecidas para o bom desempenho do seu testemunho na sociedade. Os líderes têm de Deus a autoridade de aplicar os ditames da palavra de Deus e são exortados a não permitirem que a igreja viva em desordem e em pecado (1Co 5. 11; Tt 3. 10). Por isso a disciplina é necessária para reforçar a aprendizagem.

   1. Definindo a disciplina. No contexto desta lição, disciplina é tanto o conteúdo do ensino como o meio de aplicar o ensino dado. O próprio ensino em si exige um método de assimilação e a disciplina de tal ensino tem vários métodos para seu aprendizado. O método didático, o método educativo, o método indutivo, o método autodidata, e o método coercitivo/punitivo, que é a disciplinação propriamente dita, entre outros. No entanto, o melhor método de aplicar a disciplina é o método do amor (Ap 3. 19).

   2. A disciplina no Antigo Testamento. O povo de Israel em sua história sabe o que é ser disciplinado. Ao lermos o Antigo Testamento temos a impressão de um Deus tirano e carrasco que só sabe castigar e matar. Lemos relatos da terra engolindo famílias inteiras, fogo descendo dos céus e matando os do povo, muitos do povo morrendo picados por cobras e Moisés intervindo entre Deus e o povo, tentando impedir que Deus extermine todo o povo de Israel de uma só vez. No entanto devemos entender que Deus tratou com o povo de Israel tirando-o do Egito, mas outra coisa era tirar o Egito do seu coração. Os costumes imorais e idólatras do Egito que haviam sido assimilados por Israel deveriam ser totalmente tirados da mente e do coração do povo. E isso só podia ser feito ensinando o povo a obedecer e, caso desobedecesse, ensinar e mostrar o que acontece com o desobediente.

     Mas tudo isso era visando um bem maior para Israel – Separá-lo e protegê-lo da influência pagã.

     Lembremos que esse Deus que tanto castigou Israel foi o mesmo Deus que antes o havia libertado do Egito e aberto o Mar Vermelho para o povo passar, e sustentado o povo com o maná, com a água da rocha, com as codornizes e com as nuvens de fogo à noite para lhes aquecer e a nuvem de dia pra lhes fazer sombra. Deus castigou o povo não porque não amasse o povo, mas porque o povo não aprendia a amá-lo.

   3. A disciplina em o Novo Testamento. No Novo Testamento, a igreja também pôde ver a rigidez de Deus na morte de Ananias e Safira, acerca dos quais falaremos no tópico a seguir.

     A disciplina no Novo Testamento diz respeito à participação da comunhão dos crentes na igreja. A liderança em casos graves era obrigada a expulsar o crente infrator, privando-o de todo contato com a igreja. É o que Paulo fez em diversas ocasiões. E o objetivo disso é de proteger a igreja contra má influência do pecado.

     No entanto, a igreja deve amar as pessoas que estão sob disciplina e orar e incentivá-las a que voltem o mais rápido à sua comunhão (2Co 2. 7-10; Gl 6. 1; 2Ts 3. 6, 14, 15).

PARE E PENSE: O que a liderança da sua igreja faz para impedir que o pecado influencie a casa de Deus? Você acha que seus líderes são muito duros ou que são coniventes com o pecado? O que seu pastor ensina sobre o pecado? Ele já aplicou a disciplina em alguém da sua igreja? Analisemos nossas vidas e vejamos nossa atitude frente ao pecado, e assim estaremos sendo sábios (2Co).

II. A OFERTA DE ANANIAS E SAFIRA

     Aqui está o cerne da lição: O exemplo de Ananias e Safira.

   1. O pecado contra o Espírito Santo e a igreja. A Bíblia mostra que eles premeditaram o pecado. Quando tomaram do dinheiro da venda de suas posses e foram entregar aos apóstolos para ajudar as necessidades da igreja, eles combinaram entre si de não entregarem o montante total do que haviam prometido. Diz a Bíblia que o diabo encheu o coração deles. E a consequência disso vemos nos versículos

   2. Uma oferta como a de Caim. A oferta de Caim foi rejeitada porque Deus sabia do seu mau coração. Ananias e Safira morreram pelo mesmo motivo pelo qual Deus rejeitou a oferta de Caim. Tanto Caim quanto Ananias e Safira deram sua oferta mas não para agradar a Deus.

PARE E PENSE: Tome cuidado para não atrair a ira de Deus sobre sua vida! Pois Ele sabe se o que você faz é de coração ou não. “Maldito o que faz a obra do Senhor relaxadamente” (Jr 48. 10). Você pode não morrer na hora como morreram Ananias e Safira, mas com certeza morrerá espiritualmente, se não se arrepender.

III. O EXTREMO DA DISCIPLINA

  1. A sentença de morte. Como exemplo do que pode acontecer àqueles que desrespeitam a glória de Deus, Ananias e Safira foram mortos diante de toda a igreja, para que continuassem a temer a Deus. Assim foi no caso de Acã, que foi morto para que a congregação de Israel soubesse o quanto é perigoso querer ocultar pecado (Js 7. 20 ss).

   2. A maldição tirada do arraial dos santos. Deus é intransigente com o pecado e com o pecador impenitente, por isso vemos a morte de Ananias e Safira. Este casal foi morto para que a igreja tomasse o seu mau exemplo e se conscientizasse que “horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10. 31).

PARE E PENSE: Você tem medo de pecar na mesma proporção que teme ser disciplinado? Ou você só é crente porque tem medo de ir para o inferno? Reflita nestas questões e busque a Deus pedindo que seu amor te atraia a Ele mais do que a sua punição.

CONCLUSÃO

     Eu tenho um filho e nunca gostei de castigá-lo fisicamente. Quando isso acontecia (graças a Deus ele aprendeu e isso não acontece mais), ele sempre chegava perto de mim chorando e pedindo perdão. Neste momento eu o abraçava e dizia para ele: “Meu filho, o papai faz isso para que você não se machuque lá na frente, por fazer coisas erradas. Por isso o papai te ensina a ser bom, mesmo que às vezes tenha que fazer você chorar, mas isso não significa que eu não te ame. Eu te amo tanto que eu mesmo te castigo para que o mundo lá fora não te castigue. Pois o mundo não tem piedade, como o papai tem!”

     É assim também entre nós e Deus, entre nós e nossa igreja.

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO

1. Em sua opinião, por que Deus matou Ananias e Safira quando não aceitou a oferta deles e a Caim, do qual também não aceitou sua oferta, deixou vivo?

2. Você acha que um crente verdadeiro pode desempenhar bem seu testemunho cristão e ter um crescimento espiritual saudável sem ter comunhão com a sua congregação? Então por que existem tantos crentes que se chamam de “verdadeiros”, mas que não gostam de se congregar e de participar dos cultos?

3. Você já viu algum caso de disciplina na sua igreja? Como sua igreja tratou do membro infrator? Ele se arrependeu e voltou à comunhão da igreja?

4. Você conhece alguém que já foi disciplinado pela igreja? Pergunte a essa pessoa o que ela aprendeu neste período. Você já foi disciplinado? E o que aprendeu através disso?

5. De que forma a igreja pode demonstrar seu amor ao crente disciplinado sem ser conivente com o seu pecado?

ORAÇÃO

     Sou teu filho, Pai. Ensina-me a te obedecer mesmo que eu tenha que sofrer tua disciplina. Apenas não me deixe entregue a minha própria índole má. Eu quero te agradar em tudo. Minha oração é igual à de Jeremias 10. 24. Amém.

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Boa aula!

Pedro M. A. Júnior.

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